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Juiz de Fora & Região

Procon divulga lista que orienta compra de materiais escolares

12/01/2010

A Agência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon/JF) realizou nos últimos dias uma análise de preços em várias papelarias situadas na região central e também em bairros da cidade. O objetivo foi criar uma lista de valores médios para orientar a compra de materiais escolares nesta época do ano. Com a listagem (disposta no arquivo anexo), o Procon busca, também, alertar sobre a importância da informação, verificação da qualidade do produto e necessidade de se fazer uma pesquisa antes de definir a compra dos materiais solicitados pela escola. “A nossa pesquisa é um pequeno ensaio que demonstra a grande variação de preço de um mesmo produto no mercado. Portanto, é fundamental que o consumidor pesquise o material escolar”, diz o superintendente do Procon, Eduardo Schröder.

Em análise, podem-se perceber variações de preços, como no pacote de 500 folhas de papel A4, com 37,5% de alterações. Outros itens demonstram variações mais expressivas, como é o caso do caderno capa comum, que chega a 153%. Entretanto, há produtos que expressam a necessidade da pesquisa preços, um deles é o apontador simples, com uma variação de 2618%, outro é o lápis preto, número 2, com 3527% de diferença entre o maior e o menor preço praticado no mercado. Além dos valores dos produtos, outro ponto a ser levado em consideração pelo consumidor é a qualidade oferecida. “A qualidade dos produtos interfere diretamente no preço e cada consumidor deve levar isso em consideração, avaliando a sua necessidade e a sua possibilidade de gastar mais ou menos”, explica Schröder.

Como nos últimos anos, algumas empresas têm se mostrado resistentes quanto ao fornecimento de informações, dificultando a comparação dos preços por parte dos consumidores. Algumas papelarias foram visitadas e disseram que não tinham interesse em participar ou ainda não enviaram a lista contendo os valores solicitados. Ainda de acordo com Schröder, isso interfere diretamente nos direitos do cidadão. “A resistência das empresas em participar da pesquisa reflete o interesse dos fornecedores em evitar este tipo de comparação. Contudo, um dos direitos básicos do consumidor é o da informação e este é o bem jurídico que tem que ser garantido, que iremos sempre garantir”, afirma o Superintendente.

Outra importante orientação evidenciada pelo Procon é a forma de pagamento. “O consumidor também deve ficar atento quanto às condições de pagamento, pois de nada vale pesquisar o preço mais barato e depois dividir ou financiar a compra sem levar em conta os juros. Portanto, pechinche na hora de definir a forma de pagamento”, finaliza Schröder.

*Informações com a Assessoria de Comunicação do Procon, pelo telefone 3690-8440


Fonte: PJF


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